
A maioria dos acidentes que provocam Paragem
Cardio Respiratória ocorrem fora dos hospitais e longe do alcance dos
profissionais de saúde. Quer seja em casa, no trabalho, na estrada ou no decorrer
de actividades desportivas e de lazer, o socorrista é o primeiro interveniente.
O seu papel é primordial, limitado e temporário, devendo improvisar material e
executar os primeiros socorros com qualidade, mesmo que suponha que a equipa
especializada chegue em breve ao local.
A sua capacidade de avaliar rapidamente a
urgência da situação e a aplicação imediata dos conhecimentos são
determinantes, mesmo que o seu papel seja limitado e temporário. O socorrista
nunca deixa a vítima antes da chegada da equipa especializada, pois sente-se
responsável por ela.
Identificar a situação, ligar 112 e iniciar o
Suporte Básico de Vida são acções essenciais para um socorro rápido e eficaz
para estas vítimas. A identificação da situação e o alerta para o 112 permite a
activação dos meios de emergência médica adequados.
"Lembre-se que é mais proveitoso fazer
alguma coisa, mesmo que não seja perfeita, do que nada tentar para salvar uma
vida."
"Todo o cidadão devia estar preparado para
realizar "Suporte Básico de Vida."
Conjunto de medidas de emergência que permitem
salvar uma vida pela falência ou insuficiência do sistema respiratório e
cardiovascular.
As manobras de SBV, por si só, não são
suficientes para recuperar a maior parte das vítimas de PCR, pois o objectivo é
manter a ventilação e circulação até conseguir meios de reverter a PCR.
Sem oxigénio as células do cérebro morrem em 10
minutos e as lesões começam 4 minutos após a paragem respiratória.
Se, quem presencia uma PCR, for capaz de iniciar
de imediato manobras eficazes de Suporte Básico de Vida (SBV), fará com que a
probabilidade de sobrevivência se aproxime dos 98%, mas, por outro lado, se se
limitar a aguardar a chegada dos meios de socorro que, a exemplo, demorem 6
minutos, terá deixado cair essa probabilidade para os 11%.